JANEIRO BRANCO - Saúde mental, frescura ou essencial?

Falar sobre saúde mental, mesmo em 2026, apresenta alguns desafios, pois, apesar da popularização de variados temas ligados ao contexto da saúde mental nos últimos anos, ainda é frequente esbarrarmos com a desconfiança e descrédito sobre a área, principalmente no meio policial, na qual é usualmente associado à fraqueza, ou mesmo à tentativa desonesta de obter afastamentos do trabalho.

Apesar de nem sempre visível, a influência da saúde mental em nosso cotidiano é extensa, principalmente por estar associada ao processo decisório, ou seja, a forma como conduzimos a nossa vida, como escolhemos quais caminhos seguir, ou evitar. Uma pessoa tende a ser muito mais suscetível a tomada de decisões ruins, prejudiciais a si mesma, diante de situações de abalo emocional, como em períodos de grande ansiedade, ou episódios depressivos, mas se engana quem acredita que saúde mental está necessariamente associada a presença/ausência de transtornos específicos.

Uma pessoa pode ter sua situação financeira agravada, por uma dificuldade em impor limites aos gastos desejados por seus familiares. Pode desenvolver questões crônicas de saúde, por buscar frequentemente o alívio das tensões do cotidiano em alimentos prazerosos. Pode acabar priorizando excessivamente o trabalho, como forma de ter menos contato com situações mal resolvidas com familiares, posteriormente sendo mais sensível ao processo de aposentadoria. Pode acabar deixando de aproveitar seu potencial profissional, devido a uma insegurança exacerbada. Todos esses são exemplos de situações corriqueiras, porém, recheadas de conteúdo ligado à saúde mental de um indivíduo, que se não abordadas de forma adequada, são capazes de trazer sofrimento, levar a prejuízos maiores, a um processo de adoecimento e até mesmo colocar a vida de pessoas em risco.

Ao abordarmos saúde mental como “frescura”, ignoramos sua importância real, séculos de estudos e evolução na compreensão da mente humana, de técnicas de tratamento e medicações, além de afastarmos aqueles que mais precisam de ajuda. Saúde mental não é frescura, é coisa de quem quer lidar melhor com os desafios que a vida nos apresenta. Nesse 2026, se proponha fazer diferente, se proponha uma mudança, se proponha buscar ajuda. Se precisar, é só chamar.


Serviço de Psicologia do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no EST MG

CRP-04/PJ-2932


SERVIÇO DE PSICOLOGIA DO SINPRF-MG
Psicólogo responsável: João Lucas Domingues - CRPMG 36048

Atendimentos gratuitos, presenciais e/ou on-line, para filiados ao SINPRF-MG e seus dependentes,
de segunda a sexta, de 8 às 12h e das 13h às 17h.

psicologia.sinprfmg@gmail.com

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